1. SEES 8.5.13

1. VEJA.COM
2. CARTA AO LEITOR  AS VTIMAS INVISVEIS
3. ENTREVISTA  ENRIQUE PEA NIETO  NO TEMOS MEDO DE COMPETIR
4. LYA LUFT  TRS SENHORAS SENTADAS
5. LEITOR
6. BLOGOSFERA
7. EINSTEIN SADE  ENTENDA A SNDROME DE BURNOUT

1. VEJA.COM
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

CULTURA EM VDEO
Em parceria com a Crane.tv, o site de VEJA passa a publicar reportagens em vdeo sobre cultura contempornea. Os temas abrangem arte, msica, design, estilo, gastronomia e viagem. Um dos primeiros programas, por exemplo, visita a livraria Shakespeare and Company, em Paris, que desde 1916 tem sido ponto de encontro de escritores e cenrio de filmes. A Crane.tv  uma revista digital de cultura sediada em Londres com o contedo editorial apresentado em vdeos. VEJA.com exibir sua produo com exclusividade na internet brasileira.
Assista em: www.veja.com/programa-crane-tv

CONSUMIDOR ESPERTINHO
A defesa do consumidor ainda tem muito que progredir no Brasil. Um certo tipo de comprador tambm dificulta esse avano: aquele que se aproveita da presso dos rgos de defesa para tirar vantagem e preparar possveis aes judiciais. Segundo o site ReclameAqui, especializado em acompanhar a difcil relao entre fornecedores e compradores insatisfeitos, esses casos claros de m-f existem e no so poucos. Reportagem em VEJA.com mostra algumas dessas falcatruas e como elas prejudicam quem realmente tem razo em reclamar das empresas.

SAMBA DO CRIOULO DOIDO
0U2, Led Zeppelin, Red Hot Chili Peppers, Osis e Black Sabbath esto entre as bandas favoritas de quem gosta de rock. Mas tambm fazem sucesso em rodas de samba. Uma onda de grupos que revestem clssicos do rock e do pop com samba e outros ritmos brasileiros cresce em vendas e ganha espao na TV. Uma amostra dessa mistureba est na abertura da nova novela das 7, Sangue Bom, que traz uma verso da msica Toda Forma de Amor, de Lulu Santos, feita pelo grupo Samb. Reportagem no site de VEJA mostra quais so os grupos que j venderam milhares de CDs e esto com a agenda de shows sempre lotada.

MEDINA, O NEYMAR DAS ONDAS
Ele tem uma legio de jovens fs,  um fenmeno nas redes sociais, tem patrocinadores de peso e j foi apontado como uma das grandes promessas brasileiras do esporte. No se trata de um jogador de futebol. Gabriel Medina, 19 anos,  candidato a ser um dos melhores surfistas do planeta. A reportagem de VEJA conversou com o craque da prancha em sua casa, no litoral paulista, e mostra fotos exclusivas de um treino do atleta no Rio.


2. CARTA AO LEITOR  AS VTIMAS INVISVEIS
     Para sofrer no existe idade mnima. Em meio ao tosco debate sobre a diminuio da maioridade penal no Brasil, escapa aos observadores a gerao invisvel de vtimas jovens do crime no pas. Uma reportagem desta edio de VEJA d voz a esses "rfos da impunidade". Eles representam os milhares de crianas e adolescentes brasileiros que perderam os pais para as balas assassinas de criminosos, muitos deles menores de idade que destruram famlias inteiras e nunca pagaram devidamente por seus atos. A reportagem mostra que, por uma cruel inverso de valores, existem centenas de entidades de direitos humanos prontas a minimizar a responsabilidade dos assassinos no Brasil e poucas dedicadas s vtimas. Sua atuao se soma a uma legislao penal feita com o mesmo objetivo de aliviar a culpa de quem aperta o gatilho de uma arma apontada para a cabea de uma pessoa j rendida e passiva ou de quem narra como banhou uma vtima em lcool e lhe ateou fogo em seguida, irritado com o fato de ela ter apenas 30 reais disponveis para sacar no caixa eletrnico.  revoltante. 
     Os reprteres de VEJA mostram tambm que a crueldade dos criminosos no pode mais ser perdoada por sua idade ou pelas condies sociais. No. Chega. Basta. Em um nmero crescente de crimes, o que se nota  que os bandidos so mais ricos do que suas vtimas. Eles usam roupas de grife e andam em carros esportivos importados. Portanto, nem a estpida tese de que o crime no Brasil cumpre uma funo "Robin Hood" se sustenta mais. Ningum por aqui rouba e mata para aplacar a prpria fome ou a da famlia. A economia vive um perodo de pleno emprego. Qualquer um que queira ganhar a vida honestamente tem todas as oportunidades para faz-lo. Os facnoras roubam, torturam e matam suas vtimas indefesas nas cidades brasileiras no porque precisam  mas porque podem. Eles tm a certeza das penas brandas, das atenuantes, quando no da impunidade. Os policiais contam que, quando menores, os assassinos zombam deles ao ser presos, recitando captulos das leis que garantem sua volta s ruas. Uma vez reveladas as atrocidades cometidas contra inocentes desarmados, os bandidos de qualquer idade sabem que logo aparecero seus defensores, pondo a culpa na sociedade, na m qualidade da educao ou nas injustias do capitalismo.  intolervel. 
     Nenhuma nao se viabiliza sem garantir segurana a seus cidados, que s querem trabalhar e criar os filhos para que cresam como pessoas honestas e produtivas. Qualquer sociedade se deteriora quando pe a culpa em variveis abstratas, em circunstncias que podem ser mudadas apenas por "uma revoluo social", enquanto fecha os olhos  culpa individual de quem puxa o gatilho ou joga o isqueiro aceso sobre a vtima encharcada de lcool. Isso  conversa de esquerdista do sculo passado. O que os brasileiros exigem  paz e sossego para trabalhar, para andar nas caladas sem temor, para conversar com os parentes e amigos na varanda de casa sem estar na mira de algum predador, seja qual for sua idade, certo de que, se vier a pagar pelo crime, o preo ser infinitamente menor do que o infligido  vtima e sua famlia. Passou a hora de o Brasil reagir a essa calamidade.


3. ENTREVISTA  ENRIQUE PEA NIETO  NO TEMOS MEDO DE COMPETIR
O presidente do Mxico afirma que os tratados de livre-comrcio so a salvao de seu pas e que o crescimento econmico  o principal mecanismo para reduzir a pobreza.
TATIANA GIANINI, DE LIMA

Ainda que o topete  sua marca registrada  j revele alguns fios grisalhos, o advogado Enrique Pea Nieto, de 46 anos, move-se com energia e  sempre fotognico. Empossado como presidente do Mxico em dezembro passado, ele  a nova face do Partido Revolucionrio Institucional (PRI), que por sete dcadas governou o pas em uma "ditadura perfeita", nas palavras do peruano Mrio Vargas Llosa. A maior conquista de Pea foi costurar o Pacto pelo Mxico, um acordo suprapartidrio para impulsionar reformas estruturais. Seu maior erro foi quase pr tudo isso a perder. No ms passado, ele defendeu uma ministra acusada de crime eleitoral, levando o partido de oposio, PAN, a ameaar romper o acordo. Alm de recuperar a governabilidade, Pea tem entre seus desafios conter a violncia do narcotrfico e reduzir a pobreza. Quanto  economia, o pas est no bom caminho. A inflao sob estrito controle e as polticas liberais proporcionaram em 2012 crescimento do PIB de 3,9%, contra 0,9% do Brasil. Pea falou a VEJA em Lima, no Peru, onde participou do Frum Econmico Mundial para a Amrica Latina. 

Por que o Mxico produz carros mais baratos e melhores do que os do Brasil? 
Em alguns setores, como o automobilstico, o Mxico conseguiu aumentar muito a produtividade. Isso nos permitiu ser mais competitivos internacionalmente. Entre nossas vantagens, temos acordos de livre-comrcio com 44 pases. Importamos e exportamos para eles sem pagar impostos (o Brasil tem tratados de tarifas reduzidas com quinze naes). Ns nos abrimos para o mundo porque acreditamos que essa  a rota para o desenvolvimento. No temos medo de competir. Alm disso, nossa localizao geogrfica privilegiada, ao lado de um dos mercados consumidores mais importantes do mundo, o da Amrica do Norte, conta a nosso favor. Atualmente, nosso pas  o quarto maior exportador de automveis do planeia. E no queremos que esse xito se limite  indstria automobilstica. Nosso objetivo  elevar o nvel de produtividade em todos os setores. Para isso, estamos impulsionando uma agenda de reformas estruturais. Nos prximos anos, o Mxico ter uma produtividade ainda maior e seremos ainda mais competitivos. Crescer a taxas elevadas e de forma sustentvel  a melhor maneira que existe para combater a pobreza e reduzir a desigualdade. 

Em maro do ano passado, o Brasil imps cotas de importao aos automveis mexicanos, as quais vigoraro at 2015. A medida ocorreu logo depois que as exportaes de carros do Mxico aumentaram cerca de 70%, em 2011. O senhor pensa em usar o mesmo mtodo para conter a importao de produtos brasileiros, em reas onde o Brasil  lder? 
No temos planos de fechar as portas aos produtos brasileiros. O que o Mxico deseja  que a economia nacional seja complementar  do Brasil. Esperamos encontrar uma grande reciprocidade. No que se refere s cotas de importao, elas se reduziro gradualmente com o passar dos anos. J conversei com a presidente Dilma Rousseff para estabelecer com ela uma relao poltica muito cordial, de muita empatia e, sobretudo, de horizontes muito claros sobre nossas economias. Brasil e Mxico so dois motores importantes da Amrica Latina, e creio que vamos trabalhar para que nossas economias sejam mais interligadas. Existe uma fortne disposio nesse sentido. Espero que possamos dar passos graduais para uma maior integrao. Eventualmente, eu no descartaria que poderamos ter um acordo de livre-comrcio com o Brasil a mdio prazo, mas, antes disso, temos de explorar um intercmbio mais aprofundado em alguns setores. Dessa maneira, os dois pases sairiam ganhando e se tornariam mais competitivos internacionalmente.  

Nos doze meses encerrados em maro, a taxa de inflao no Mxico foi de 4,25%. No Brasil, foi de 6,59%. Como o Mxico controla os preos? 
O Mxico mantm uma poltica fiscal responsvel. Nosso governo gasta com responsabilidade, e isso  uma das nossas principais vantagens competitivas. Tambm temos uma soma de reservas internacionais importante e mantemos um baixo nvel de endividamento estatal. So condies que queremos fortalecer, jamais perder. 

O PRD, partido de esquerda, pretende votar contra a entrada de capital privado na ineficiente petrolfera estatal Pemex. Como tornar a empresa mais competitiva sem essa reforma? 
Esse  um dos maiores desafios do Pacto pelo Mxico, em que conseguimos o apoio dos trs maiores partidos no Congresso. Respeitamos as diferenas de pensamento, mas precisamos encontrar a soluo de maior respaldo. Acreditamos que uma reforma energtica  crucial para que nossas companhias e nossas industrias disponham de energia mais barata. A reforma tem esse propsito e o pacto, que espero que se mantenha e se fortalea, tornar possvel encontrar os consensos necessrios ou um respaldo maior ao que vamos fazer. A brasileira Petrobras e a colombiana Ecopetrol so, sem dvida, referncias para o que queremos fazer com a Pemex. No caso da Petrobras, a empresa conduziu mudanas que permitiram um crescimento importante para o desenvolvimento do Brasil. 

No Mxico, uma nica empresa controla mais de 70% do mercado de telefonia. O senhor considera isso um problema? 
Estamos tentando aprovar no Congresso uma reforma que assegure maior competio entre as companhias, em especial no setor de telecomunicaes. Se der certo, a mudana ser capaz de propiciar aos consumidores servios de telefonia e de internet muito mais acessveis, com melhores preos. Os valores sempre caem quando h maior concorrncia, e  isso que o governo deve garantir. As medidas que esto para ser aprovadas (a lei passou no Congresso na semana passada) tm esse objetivo. 

O Pacto pelo Mxico quase afundou com as denncias contra a ministra de Desenvolvimento Social, Rosrio Robles, que teria desviado recursos de programas sociais para uma campanha a governador. Como salvar do colapso o acordo entre os partidos? 
Seguimos apostando que o pacto tem muito a oferecer. O governo e as outras foras polticas reconhecem o seu valor. Estamos abertos ao dilogo em funo das diferenas que surgiram para encontrar mecanismos de soluo a qualquer problema que aparea, para que isso no ponha em risco um bem reconhecido por todos. O governo est comprometido com esse dilogo para que o pacto siga vigente e nos permita materializar a agenda que estabelecemos entre o governo e as outras foras polticas. O tema dos desvios em programas sociais tem sido um problema endmico do nosso pas. Por isso, convidei as foras polticas ao dilogo. Temos de criar mecanismos de blindagem no governo federal, nos estados e nos municpios, para assegurar que as verbas dos programas sociais no sirvam a fins eleitoreiros. Esse  o compromisso do governo da Repblica. Espero que consigamos resolver os problemas que derivam da falta de confiana. 

Se o pacto deixar de existir, o que ser das reformas previstas por ele? 
J h uma agenda de reformas, e o governo vai promov-las.  claro que um pas democrtico e plural como o Mxico espera um acordo, que  o previsto pelo pacto. Por isso, estamos fazendo nossa parte para que o acordo continue existindo e se consolidando. Neste momento, eu no pensaria em outro mecanismo para solucionar essa questo. De qualquer forma, a agenda de projetos e reformas deste governo continuar vigente com ou sem o pacto. 

Nas ltimas duas dcadas, o Mxico conseguiu reduzir a misria, mas quase metade da populao ainda  pobre. O que est sendo feito para resolver esse problema? 
Assim como temos uma classe mdia e outras mais ricas em ascenso, no h como negar que ainda somos, lamentavelmente, um pas de contrastes, com boa parte da populao vivendo sem os recursos adequados para a sobrevivncia. Para reduzir nossos nveis de pobreza e desigualdade, lanamos a Cruzada Nacional contra a Fome. O programa unir os esforos do governo aos dos estados e municpios para atuar nas regies de maior pobreza e impulsionar o crescimento econmico. Sero atendidos, num primeiro momento, os 7,5 milhes de mexicanos que sofrem com a pobreza extrema e a carncia alimentar severa. 

Os homicdios relacionados ao narcotrfico caram 14% nos primeiros quatro meses do seu governo, mas ainda so frequentes. H soluo para esse mal? 
Esse problema no  restrito ao Mxico, mas atinge todos os pases. Estabelecemos uma nova poltica orientada a reduzir a criminalidade nas regies que mais sofrem com ela. Esse no  um tema que afeta todo o territrio nacional. Temos programas para prevenir a violncia, recuperar espaos pblicos e dar oportunidades de educao e de emprego nessas reas. Tambm implementamos julgamentos penais orais, nos quais o ru participa de uma audincia em frente ao juiz com o objetivo de resolver de forma mais justa e rpida o conflito. Hoje, a possibilidade de algum que comete um delito ser julgado  baixa (em geral, mais de 50% dos presos no so condenados). Precisamos mudar isso melhorando nossa Justia. Tambm precisamos aprimorar a coordenao entre o governo federal, os estaduais e os municipais. 

O salrio mdio de um policial federal  de 1200 dlares. Um agente municipal ganha 400 dlares. Como convenc-los a no aceitar dinheiro dos traficantes? 
Temos de melhorar o nvel salarial de nossos policiais, mas essa no  a nica coisa a fazer. Se no houver uma formao adequada para que eles atuem de maneira profissional, no  o pagamento no fim do ms que far a diferena. Um policial que arrisca sua vida pela segurana dos demais deve ser reconhecido e premiado pelo estado com um bom salrio, bolsas de estudo para seus filhos e espaos de convivncia para sua famlia. Sua formao precisa ser slida. Em todos os estados, estamos impulsionando medidas para assegurar uma formao uniforme aos policiais de todas as regies. Tambm precisamos garantir que os policiais tenham condies de assumir um compromisso maior para enfrentar o crime organizado, cuja capacidade para cometer delitos lamentavelmente tambm aumentou. 

Seu antecessor, Felipe Caldern, dava grande ateno ao problema da criminalidade. O senhor parece ter deixado o tema em segundo plano. Por qu? 
Temos evitado encorajar mais violncia. No podemos combater o crime organizado com palavras. Queremos fazer uso maior dos servios de inteligncia para dar golpes precisos e certeiros e evitar mais sangue. Mas o tema continua prioritrio. Diminuir a taxa de homicdios  uma das grandes metas nacionais, ainda que no a nica. O Mxico tem outros desafios. No queremos esconder nada. Simplesmente, pretendemos dar a dimenso necessria e justa ao que estamos fazendo e ao problema que o narcotrfico representa. 

Como o senhor v o avano de governos populistas na Amrica Latina? 
O Mxico sempre respeitou os processos internos de cada pas. No temos interesse em nos envolver nas condies polticas de cada nao. Valorizamos a autodeterminao de cada uma. O que procuramos fazer  consolidar nossa democracia. A pluralidade poltica no pode ser um obstculo nem um freio s aes que devem ser levadas adiante para que o Mxico siga na rota do crescimento econmico. 

O senhor acredita que o novo papa, argentino, pode ser benfico para a Amrica Latina? 
O fato de ele ser latino far com que sua voz conquiste uma liderana muito particular nessa regio. 

O que o senhor espera do Mxico para os prximos anos? 
Gostaria de ver o pas com a economia crescendo de vento em popa, gerando oportunidades de desenvolvimento individual para os mexicanos, ao elevar o nvel de educao da populao, e competindo com o resto do mundo com ainda mais vigor. 


4. LYA LUFT  TRS SENHORAS SENTADAS
     Eram trs mulheres de uns 50 anos, simples, robustas, cansadas e suadas, esperando nibus no Rio havia mais de uma hora. Calor, desconforto. A van que costumavam usar a caminho de seu emprego fora desativada com outras. Problema nas vans? Em vez de corrigir, a gente suspende tudo. O povo que se vire. 
     Mas no conseguiam se virar as trs senhoras cansadas. Finalmente um nibus para; por uma rarssima exceo, no est lotado. Deve ter passado a hora do pico. As trs entram, depois aparecem em janelas acenando para a cmera da TV com a folha de papel com que se abanavam na rua. Felizes, lustrosas, risonhas: conseguiram um lugar para sentar, coisa mais difcil do que cair dinheiro do cu. Ns somos essas pessoas que ficam felizes por poder se sentar em mais uma longa, quente, infernal viagem at seu trabalho  aonde chegariam atrasadas, com desconto, xingao, qualquer coisa. Mas estamos acostumados. 
     A gente abre o jornal de manh e liga a televiso: notcias, apesar de seguidamente prometermos a ns mesmos no envenenar mais a alma ao comear o dia com o atroz desfile de barbaridades econmicas, policiais ou ticas. O que penso que seja burrice nossa, mas ningum  perfeito. As novidades so violentas: um dos monstros assassinos que queimaram viva uma dentista de classe mdia, que sustentava pas velhos e irm deficiente trabalhando num consultrio no fundo da casa, confessou o ato e  menor de idade. Vai passar um tempinho numa casa socioeducativa? No mbito da educao, mais espanto: as universidades no precisam mais exigir ttulo de mestrado ou doutorado para seus professores. A desculpa  que profissionais brilhantes conseguem ensinar sem esse ttulo. Minha sugesto seria, em lugar de baixar ainda mais o nvel, nesses casos rarssimos apelar para o "notrio saber"... Mas receio que o autor dessa maravilha ignore o que  isso. 
     Nestes mesmos dias, anunciou-se outra dessas propostas que pululam feito moscas na carnia: o Supremo no seria mais supremo, mas submetido em vrias coisas  anlise e aprovao do Congresso. Liguei para meus filhos, como costumo fazer: "Est comeando o fim da nossa democracia". Ser o fascismo se instalando, a Justia nas mos de deputados e senadores nem sempre votados  tem gente que ocupa o lugar como suplente, sem um voto que seja. Vrios deles, alis, rus condenados, mas que por um desses nossos absurdos continuam na tribuna, votando, dando ordens, quando deviam estar recolhidos. 
     Moradias populares, concedidas a gente de baixa renda, o sonho de uma vida, muitas nem habitadas, j desmoronam. A caixa-d'gua caiu em cima da cama em uma delas, mas ningum morreu. Que alegria. Edifcios erguidos onde desmoronou o malfadado Morro do Bumba, desgraa mais do que anunciada, inabitveis, agora demolidos e reconstrudos  ns, o povo, pagamos, como sempre. O dinheiro que ali devia ter sido aplicado escorregou para bolsos alheios como em tantos projetos que, com boa gesto, seriam positivos. 
     Manifestantes vrios causam estragos srios em edifcios pblicos; o conserto pagamos ns, o povo. Eles quase sempre ficam impunes. Mas, se eu destrusse o bem pblico, certamente no estaria livre para aqui escrever. Alis, de onde vm essas multides que no esto na fbrica, no escritrio, na escola ou na enxada? 
     Enquanto escrevo esta coluna, parece que a nova proposta de reduzir o nvel j inferior do nosso ensino superior ser arquivada: resta-nos alguma lucidez. O plano de amordaar a imprensa anda quieto, mas voltar a rosnar. E o projeto de castrar o Supremo, o ltimo reduto de moralidade e respeito, tambm ser engavetado: continuamos uma democracia. Bom se com ele engavetassem, a mentira, a roubalheira, a impunidade, a insegurana. Eis a nossa perplexidade: o que vo querer nos impingir, mas esconder por breve tempo, se a gente reclamar mais alto? As trs mulheres sentadas no nibus representam um instante de alvio. Breve trgua, at a prxima tentativa.


5. LEITOR
ATAQUE  JUSTIA
O Ministrio Pblico e o Poder Judicirio foram postos em xeque pelo Congresso Nacional em uma clara tentativa de retaliao  independncia e autonomia com que investigaram, processaram e condenaram os rus do mensalo ("A Repblica Bolivariana do Brasil'', 1 de maio). Busca-se, agora, privar o Ministrio Pblico de investigar, alm de estabelecer um mecanismo oficial de burla s decises proferidas pelo Supremo Tribunal Federal.  assim, demaggica e paulatinamente, que se aniquila a democracia: abalando-lhe os alicerces. 
MARIA PAULA DE ARRUDA CAMPOS AVANZI DE ALMEIDA 
Campo Belo, MG 

Daqui a pouco ser a imprensa que eles vo querer controlar. Onde vamos parar? Parabns  redao de VEJA pelo excelente trabalho. 
THAIS SABBAG MUTO 
Niteri, RJ 

Essa proposta anti-STF  umas das maiores vergonhas j produzidas no Brasil. 
CSAR LOBO 
Macei, AL 

Senti-me  beira da vergonha de ser brasileira diante da escancarada e desavergonhada tentativa de golpe de estado. Consolou-me a imediata grita de setores ainda lcidos do Brasil, de que  exemplo a corajosa reportagem de VEJA. que lavou minha alma. 
ERICA SILVA COSTA 
Por e-mail 

Alcanamos um estgio em que o horror virou rotina. Leis sendo elaboradas e votadas por criminosos condenados pela Justia, tentando limitar o poder da prpria Justia. 
PAULO ROBERTO MORELLI 
Campinas, SP 

Condicionar decises do Supremo Tribunal Federal  aprovao do Parlamento  tirania disfarada de legalidade. 
CLODOMYR MARINHO DA COSTA 
Araguana, TO 

Sou amante das liberdades e no me perdoo por um dia ter acreditado que o PT fosse fortalecer as instituies democrticas deste pas. Que me sirva de lio! 
EDMILTON CARNEIRO ALMEIDA 
Itabuna, BA 

Para mim, nenhuma novidade em relao ao PT e seus amigos que querem se perpetuar no poder. Pena que no gastem essa energia para melhorar a qualidade do ensino pblico brasileiro. 
ORSINI VIEIRA MAIA 
Belo Horizonte, MG 

Devemos estar atentos s tentativas polticas de afronta  Constituio e  democracia e bradar: 'No ao retrocesso!'. 
ORLEM PLNHEIRO 
Manaus, AM 

CAPA DE VEJA
De uma criatividade espetacular a capa da edio 2319 (1 de maio), que compara o martrio de Cristo com o cerceamento da Justia pelo PT. Uma imagem que mostra de forma chocante o que a cpula do PT pretende fazer com os magistrados do pas. Ns, brasileiros, estamos cada vez mais pressionados por um regime totalitrio e corrupto, no qual os seus membros e simpatizantes executam uma sinfonia, regidos pelo maestro que "nunca sabia de nada". 
ANTONIO ANKERKRONE 
So Paulo, SP 

De arrepiar a capa de VEJA. Como um dos milhes de decepcionados deste pas com o PT de Lula e seus asseclas, tambm me sinto crucificada nos meus ideais de liberdade e democracia to pregados por eles antes de chegarem ao poder pelos votos de muitos iludidos, como eu. 
SONIA LELIS VILELA DE OLIVEIRA 
So Jos do Rio Prelo, SP 

CASO CINTHYA DE SOUZA 
Absurdo total o crime hediondo cometido contra uma colega de profisso, a dentista Cinthya de Souza ("Queimada viva por 30 reais", 1 de maio). Qual o valor da vida? O que acontece agora? Passeata de amigos e familiares destroados pela dor pedindo paz? Polcia capturando os monstros que cometeram o crime para serem sentenciados e sustentados por ns? E a? Quem ser o prximo? Haver um novo Cdigo Penal mais rgido e que funcione? Haver uma polcia atuante, valorizada e honesta que nos defenda? Fica a sensao de que a cada dia estamos mais refns dos bandidos. 
JOO VAZ DE CARVALHO JNIOR 
Limeira, SP 

Vivemos na dissonante condio em que inocentes so assassinados de modo cruel e covarde e criminosos circulam impunes  caa das prximas vtimas. 
LUIZ GONZAGA LOPES 
Afogados da Ingazeira, PE 

Ns pagamos os maiores impostos do mundo sem o mnimo retorno e somos torturados, assassinados ou queimados vivos. At quando? 
PATRCIA A. DOS SANTOS GRGORIO 
So Paulo, SP 

Como ficam os "direitos humanos" para ns, cidados comuns, do bem e completamente  merc do banditismo e da violncia? 
MARIA SOLANGE LUCINDO MAGNO 
Barbacena, MG 

Chegamos ao fundo do poo da barbrie. 
OSMAR CERIONI 
So Bernardo do Campo. SP 

 inadmissvel, entristecedor e assustador viver em uma sociedade em que no h um sistema rigoroso de punio. 
CELI DUARTE 
Joinville, SC 

A sociedade est perplexa e tem o direito de reabrir debates sobre as penas no Brasil. O que aconteceria com esses assassinos se praticassem tal atrocidade nos Estados Unidos, na Inglaterra ou no Ir? 
CARLOS ALBERTO DEFAVERI 
Vacaria, RS 

Privao da liberdade para os monstros que mataram a dentista Cinthya de Souza  pouco. Justia convencional no se aplica a esse episdio srdido. Plebiscito urgente sobre a pena de morte. 
LUCIENE DE MELO PINTO 
Contagem, MG 

No Brasil do faz de conta, a polcia fax que prende; a Justia faz que pune; o povo faz que acredita em ambos. 
MARCELO FIGUEIREDO CORREIA DA ROCHA 
Salvador, BA 

CLUDIO DE MOURA CASTRO 
Li e reli "O muro de arrimo do "doutorzeco'". Concordo com o professor Cludio e o parabenizo pela coragem de esclarecer um assunto to complexo no meio acadmico. Como engenheiro responsvel por outros profissionais e pelas obras que eles fazem, acrescento que  lamentvel constatar a falta de formao que muitos profissionais carregam, principalmente por no terem sido orientados por tcnicos, mas por doutores que nunca estiveram em uma obra. 
PEDRO PEREIRA FERNANDES NETO 
Cascavel, PR 

No artigo "O muro de arrimo do 'doutorzeco"' (1 de maio), o economista Cludio de Moura Castro aborda um problema crucial que tem empurrado as universidades pblicas para o retrocesso. As melhores universidades dos Estados Unidos e de pases europeus mantm em seus quadros excelentes profissionais experientes em tempo parcial. Essa medida possibilita um contato intenso dos alunos com a prtica profissional, em que o mdico, o engenheiro ou o consultor relatam suas experincias e transmitem seus conhecimentos. 
JOS GALIZIA TUNDISI 
Secretrio municipal de Desenvolvimento Sustentvel, Cincia e Tecnologia 
So Carlos, SP 

Se o doutorado  to fundamental, ser que os ministros da Educao no deveriam ser todos eles doutores? 
MAURCIO GARCIA 
Vice-presidente de Planejamento e Ensino DeVry Brasil 
So Paulo, SP 

Senti um grande incmodo e constrangimento ao ler o artigo de Cludio de Moura Castro que tratava os professores doutores com o jargo de "doutorzeco", mesmo que entre aspas. Afinal, so onze anos de estudo para que esses pesquisadores possam envolver seus alunos em projetos de pesquisa, iniciao cientfica e de extenso. 
ADRIANA ANTNIA DA CRUZ FURINI 
Professora mestre do Centro Universitrio de Rio Preto 
So Jos do Rio Preto, SP 

No intuito de buscarmos melhores salrios, ns, professores, "corremos" atrs de mestrado e doutorado, mas infelizmente no nosso estado no h nenhum com a linha de pesquisa de segurana do trabalho. 
WANDERSON LYRIO BERMUDES 
Professor do IFES - Cmpus Vitria 
Serra, ES 

Uma faculdade alardeia nos jornais que "80% de seus professores so mestres ou doutores". O melhor seria afirmar que "100% dos seus professores so competentes". 
ALDO COSENTINO 
Florianpolis, SC 

WENDY KOPP
Sou professor e achei excelente a entrevista com Wendy Kopp ("Uma missionria da educao", 1 de maio). Precisamos de profissionais como ela, que, mesmo sem formao em pedagogia ou licenciatura, sejam comprometidos com a educao dos menos favorecidos. Se quisermos educao de qualidade para todos, devemos fazer a nossa parte como educadores e cidados. 
ANTNIO PESSOA DE FARIAS 
Natal, RN 

So de admirar pessoas de personalidade convicta como a americana Wendy Kopp. Mobilizar brilhantes universitrios recm-formados para dar aula em escolas miserveis dos Estados Unidos com certeza no deve ter sido tarefa fcil. Precisamos de mais pessoas assim em todas as partes do mundo. Pessoas que se importem mais com os outros e que sempre desacreditem do impossvel... Congratulations, Wendy! 
MELISSA LIU 
So Paulo, SP 

Wendy Kopp levantou o vu da rigidez didtico-pedaggica, de sorte que os alunos ainda devem se adaptar compulsoriamente  poltica existente, em vez de o processo educacional se amoldar s caractersticas e necessidades dos alunos/ sociedade em cada escola das diversas regies do pas. Na falta de professores,  melhor ter um profissional que conhea a realidade dos assuntos e v ao encontro das possibilidades de aprendizado dos seus alunos do que aguardar uma estrutura sofisticada e cara de cargos e programas inexistentes no momento, que no agrada nem atende s necessidades dos que procuram a escola para sua capacitao e aperfeioamento. 
ALBERTO CLEIMAN 
Rio de Janeiro, RJ 

ROBERTO CARLOS E A CENSURA 
Achei infeliz o ttulo da reportagem "Esse cara j encheu (1 de maio). Deveriam ter publicado: '"Esse cara j se encheu de pessoas que querem faturar em cima do seu nome". Roberto Carlos  querido e tem uma carreira impecvel e muito bonita de mais de cinquenta anos. 
JUARA MARTINS GOMES 
So Bernardo do Campo, SP 

Finalmente criticaram o censor Roberto Carlos. 
VLIA NIELSEN 
Por e-mail 

IMPOSTOS 
A importante reportagem "Sacudida no Brasil arcaico"' (1 de maio) desperta a conscincia nacional para a tentativa de acabar com os prejuzos causados pela guerra fiscal. Esse  um pleito antigo das indstrias do setor eletroeletrnico, que tm de conviver com o hospcio tributrio e a insegurana jurdica gerada por ele. Porm, da forma como est sendo discutido no Senado Federal, o projeto de alterao do ICMS prev a concesso de privilgios  Zona Franca de Manaus, o que trar indesejveis desequilbrios na competio entre os estados e prejudicar sensivelmente as aplicaes em pesquisa, desenvolvimento e inovao, realizadas pelas empresas situadas fora da ZFM, alm de ir na contramo do que se busca, que  o fim da guerra fiscal. 
HUMBERTO BARBATO 
Presidente da Associao Brasileira da Indstria Eltrica e Eletrnica (Abinee) 
So Paulo, SP 

COPA DAS CONFEDERAES 
Em relao  reportagem "4, 3, 2, 1... e comea o ensaio geral" (1 de maio), acrescento que um dos fatores do sucesso na construo e entrega da Arena Castelo, em Fortaleza, pelo consrcio liderado pela Galvo Engenharia, foi a utilizao do sistema de Parceria Pblico Privada (PPP), na qual o estado concede a um grupo privado a construo e operao de um bem pblico. 
DARIO GALVO 
Diretor-presidente do Grupo Galvo 
So Paulo, SP

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o numero da cdula de identidade e o telefone do autor, Enviar para: Diretor de Redao, VEJA  Caixa Postal 11079  CEP 05422-970  So Paulo  SP; Fax (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


6. BLOGOSFERA
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

RADAR
LAURO JARDIM 
PARTIDOS
O Partido Liberal Brasileiro, mais uma sigla que est sendo montada no pas, comeou a espalhar outdoors pelo Rio em busca de assinaturas. Domingos Brazo, o peemedebista que resolveu romper com Srgio Cabral, est no projeto. www.veja.com/radar 

NOVA TEMPORADA 
FERNANDA FURQUIM 
DALLAS 
O canal TNT anunciou a renovao de Dallas para sua terceira temporada, que ter quinze episdios, com estreia prevista para 2014. 
www.veja.com/temporada 

FAZENDO MEU BLOO 
PAULA PIMENTA 
LIVROS 
Sou louca por sries literrias.  bom saber, aps ler um livro e ter a maior empatia com os personagens, que a histria no terminou ali, que podemos acompanhar por mais tempo a vida daqueles amigos que fizemos no decorrer das pginas. www.veja.com/paulapimenta

DE NOVA YORK 
CAIO BLINDER 
IR
O cenrio  desolador no Ir, que ter eleies presidenciais em junho. Como diz a revista The Economia, a disputa ser de conservadores versus conservadores, ou seja, entre setores do establishment do regime xiita. www.veja.com/denovayork

TODOPROSA
ANGRYBIRDS LIQUIDAM QUIXOTE 
A Associao de Editores de Madri lanou uma campanha publicitria em que ilustres representantes da cultura literria de todos os tempos so exterminados por representantes da cultura audiovisual contempornea. Dom Quixote enfrenta os Angry Birds e  abatido ao p de um moinho de vento. A baleia Moby Dick, depois de derrotar a fria homicida de Ahab, encalha e morre na praia do seriado Lost. O recado  claro: o culpado  voc, que deveria estar lendo em vez de perder tempo com atividades idiotas como jogar videogame e ver TV. Alm de ser artificial, esse tipo de oposio no interessa ao campo literrio. Supor que quem gosta de se divertir com o viciante e tolinho Angry Birds s precisa de um puxo de orelha para desligar o smartphone e mergulhar no clssico de Cervantes  um delrio. Ofende o jogador que gosta de literatura  sim, ele existe  mas acha que cada coisa tem sua hora.
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CHEGADA
A PAUSA NAS SRIES DE MUSCULAO
Um aspecto do treino de musculao pouco observado e avaliado nas academias  a pausa (intervalo de descanso) que os praticantes fazem entre uma srie de exerccios e outra. A maioria das pessoas no controla muito bem essa pausa. Muitas fazem uma srie e depois ficam conversando com amigos, nem se do conta de que j se passaram trs, quatro, cinco minutos at o incio da prxima srie... E ser que faz diferena o tempo de pausa? Faz. Em consequncia do tempo de recuperao entre os exerccios, h maior ou menor liberao de dois importantes hormnios: o GH (hormnio do crescimento) e a testosterona. O GH exerce um efeito mais potente na queima da gordura, enquanto a testosterona atua principalmente no aumento da massa muscular.
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SOBREIMAGENS
JOHN FLREA
Fotgrafo da Life baseado em Hollywood,  John Fl0rea (1916-2000) decidiu cobrir a II Gueixa Mundial aps o ataque japons  base americana de Pearl Harbor, em 1941. Depois da guerra, Florea voltou para o mundo do entretenimento, trabalhando para revistas especializadas. Logo em seguida, comeou a produzir, escrever e dirigir filmes para a televiso, entre os anos 60 e 80.
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7. EINSTEIN SADE  ENTENDA A SNDROME DE BURNOUT
Condio ligada ao estresse laboral pode levar ao cansao mental extremo e trazer consequncias  sade.

     Um esgotamento emocional extremo, caracterizado por sensao de exausto emocional e inadequao, fadiga, frustrao, perda de interesse pelas atividades cotidianas, afastamento da vida pessoal, perda de produtividade e apatia. Esses sintomas podem vir acompanhados de cefaleia crnica e problemas digestivos. Ainda pouco conhecida, a sndrome de burnout atinge, em mdia, 4% da populao economicamente ativa em todo o mundo, sendo mais prevalente por volta dos 40 anos e entre as mulheres. Elas so mais pressionadas por razes biolgicas, mas tambm por questes sociais, j que geralmente tambm so cobradas pelo bom funcionamento do lar.  
     No Brasil essa condio tambm  conhecida como sndrome do esgotamento profissional e embora possa atingir qualquer profissional, costuma ser mais incidente em reas como enfermagem, mdica, policial, dentre outras. Como grande parte das condies psquicas relacionadas ao trabalho, ela aparece de forma silenciosa e pode progredir por vrios anos consecutivos. 
     Em um momento inicial, a principal caracterstica  a dedicao extrema  atividade profissional, identificada muitas vezes por horas extras em excesso. A pessoa negligencia a vida pessoal, reduz o convvio familiar e a prtica de atividades prazerosas, at que passa a se dedicar quase que exclusivamente ao trabalho. A correria do dia a dia, as relaes entre chefes e subordinados, a sobrecarga de tarefas e a presso institucional que levam ao isolamento social fazem tambm com que a exausto se intensifique e o quadro piore. Dessa forma, o profissional fica mais intolerante, sente-se exaurido e acaba por experimentar o desligamento emocional da profisso. E essa sensao de vazio se estende tambm  vida pessoal.  
     Diagnosticar quem entra nesse estado de colapso costuma ser mais simples, mas vale lembrar que a sndrome apresenta estgios anteriores, que tambm causam inmeros prejuzos  sade fsica e mental. A ideia errnea de que o estresse contnuo  algo normal torna ainda mais complexa a busca de ajuda especializada e o consequente diagnstico da sndrome de burnout. 
     Se identificada em um ponto em que ainda pode ser gerencivel, ou seja, nos casos leves, um acompanhamento psicolgico pode reverter o quadro. No entanto, em situaes mais graves, pode ser necessrio, complementarmente, o uso de medicamentos e o afastamento temporrio do trabalho. Eventuais sintomas fsicos tambm devem ser tratados e observados, sendo essencial a prtica de atividades fsicas durante o processo de recuperao.

Saiba mais sobre este e outros assuntos no site www.einstein.br
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Sua sade  o centro de tudo.
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Responsvel Tcnico:
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